Revenda e atendimento

Como definir o preço de semijoias no varejo

O preço de revenda é da sua loja. Some o custo da peça, a embalagem, o envio, as despesas e a sua margem, e chegue a um valor que você consiga explicar.

Por Equipe Pedra Bruta Semijoias · 4 min de leitura estimada

Publicado em

Mulher de blazer marrom anotando num caderno as listas de custo, despesas e preço de venda, com a calculadora do celular na outra mão, uma bandeja com argolas de pérola e um colar, e uma xícara de café.
O preço de revenda é da sua loja.
Neste artigo
  1. 1. Comece pelo que a sua loja decide
  2. 2. Custo: peça, embalagem e frete
  3. 3. Despesas: o que a loja gasta para vender
  4. 4. Margem: o que você quer ganhar
  5. 5. Confira se o preço se sustenta na conversa
  6. 6. O que não entra na sua conta
  7. Comece por um número que você consiga explicar

Uma cliente pergunta o valor do colar que viu no seu perfil. Você tem o custo de atacado e a foto. O número que você responde é da sua loja: ele não vem pronto no catálogo do fornecedor.

Definir o preço de semijoias no varejo é somar três coisas: o que a peça custa para você, o que a sua loja gasta para vender e a margem que você quer ganhar. Este guia complementa como funciona a revenda e embalagens para semijoias.

1. Comece pelo que a sua loja decide

Na Pedra Bruta, a venda é no atacado: você compra as peças, o estoque passa a ser seu e você define os preços de revenda. A consultora envia o catálogo com os valores de atacado e o pedido mínimo, de R$ 750. Isso organiza a sua compra. A tabela da sua cliente, quem fecha é você.

Por isso, vale separar duas contas desde o início: o que a peça custa para a loja e o preço que a loja vai praticar. Uma alimenta a outra, mas não são o mesmo número.

Se ainda não está claro para quem você vende e por qual canal, volte a como planejar sua marca de semijoias. O preço acompanha esse recorte.

2. Custo: peça, embalagem e frete

A primeira conta é o que sai da sua caixa a cada venda. Anote, peça a peça:

  • quanto você pagou na peça;
  • a embalagem que acompanha aquela venda;
  • o envio até a cliente, quando a venda não é retirada.

Esses três itens mudam de loja para loja. Uma tabela copiada de outra revendedora não inclui a sua embalagem nem o seu frete.

O controle de estoque ajuda aqui: você precifica o que tem, não uma peça que já foi reservada ou que não consegue repor.

3. Despesas: o que a loja gasta para vender

A segunda conta não aparece na peça, mas existe todo mês: a divulgação que você faz, as tarifas que já paga para receber, o que gasta para atender e entregar. Use os valores da sua fatura, não uma média que você ouviu.

Essas despesas se dividem entre as vendas do período. Quanto mais clara a lista, menos o preço de uma peça precisa carregar um gasto que você nem lembrava.

4. Margem: o que você quer ganhar

Custo mais despesas dão o piso. A margem é o que fica acima dele, e é uma escolha sua: depende do público, do canal e do que a sua cliente compara antes de comprar.

Não existe um multiplicador que sirva para toda loja. Um número que só multiplica o catálogo ignora embalagem, envio e o que você já combina no atendimento. O preço que se sustenta é o que cobre a sua operação e que você explica com a peça na mão.

Se a dúvida for o custo de atacado ou o que a garantia cobre, a conversa é com a consultora e o fornecedor.

5. Confira se o preço se sustenta na conversa

A cliente compara o valor com a foto, com a descrição e com o que chega. Um preço sem imagem fiel ou sem a peça conferida gera uma conversa que o número sozinho não resolve.

No WhatsApp, o valor precisa coincidir com o modelo, a disponibilidade e o que ficou combinado. Se o preço mudar, registre o que mudou e por quê.

Outra loja cobrou menos na mesma foto de catálogo? Antes de ajustar, confira se é o mesmo modelo, a mesma condição de envio e a mesma garantia que você informa.

6. O que não entra na sua conta

Custo de material, mão de obra de ateliê e etapas de banho são conta de quem fabrica. Somar isso de novo na sua planilha distorce o preço.

O que você descreve à cliente é a peça que comprou e as condições da sua venda: acabamento conferido, medidas, envio e garantia. Na Pedra Bruta, as peças saem sem tag ou etiqueta; o preço que aparece no seu perfil é o da sua loja.

Comece por um número que você consiga explicar

Antes da próxima publicação, passe o valor por estas perguntas:

  1. Quanto a peça custou para você?
  2. Embalagem e envio desta venda já entraram na conta?
  3. As despesas do mês estão divididas entre as vendas?
  4. A margem é uma escolha sua, e não um multiplicador copiado?
  5. Você consegue repetir esse preço se a cliente comparar foto e peça?

Se as respostas estiverem claras, o preço descreve a sua loja. As condições atuais de catálogo e de compra estão em como funciona a revenda.

Artigo de Equipe Pedra Bruta Semijoias.

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